Primeira pedra: Novo complexo vai nascer em Custóias

Vivendas requalificam área envolvente

 

É já para 2005 que estão previstas ser entregues as primeiras chaves das "Moradias de Custóias", um novo complexo habitacional que vai nascer em Custóias, junto ao Bairro da Fundação Salazar. É um conjunto de cerca de 60 vivendas familiares que vão integrar uma zona que brevemente também será servida pela rede do Metro. Este novo empreendimento vai nascer da união de três cooperativas habitacionais: Sete Bicas, Ceta e Favo. Vocacionada para a classe média-alta, cada casa tem três pisos, um jardim com churrasco e garagem, isto com preços que vão rondar os duzentos mil euros.

 

Para o lançamento formal da primeira pedra estiveram presentes algumas dezenas de associados das cooperativas em causa, para além dos respectivos presidentes. A representar a Câmara Municipal de Matosinhos esteve Guilherme Pinto. No entanto o primeiro a discursar foi Guilherme Vilaverde, que relembrou todo o processo, iniciado pela Cooperativa Favo com a aquisição do terreno em causa, que leva ao início da concretização deste empreendimento.

 

Unidas a Favo, a Seta e a Sete Bicas, partiu-se para a busca de uma solução de construção para o local. "Surgiu-nos a ideia de fazer menos, mas melhores habitações", salientou Guilherme Vilaverde. "Pensamos também em colocar no mercado cooperativo um empreendimento que responda a uma franja intermédia da população." Foram, então, mobilizados esforços no sentido de, junto da Câmara Municipal de Matosinhos e de um empreiteiro de qualidade, começar a materializar esta ideia.

 

Na passada quinta feira foi o lançamento da primeira pedra. Para o final do mês, Guilherme Vilaverde conta já ter a documentação necessária para avançar com a obra para que, daqui a sensivelmente dois anos estejam prontas as primeiras habitações. "De hoje a um ano conto já poder mostrar a casa-modelo", anunciou Vilaverde. Um empreendimento que vai mudar a imagem do local.

 

Uma nova centralidade

 

Por seu lado, Guilherme Pinto reiterou a importância deste evento como uma forma de inverter o espírito de depressão que paira sobre a população em geral. "É um momento em que podemos puxar pela nossa auto-estima. E, num país onde passamos a vida a dizer mal de nós, próprios, vale a pena meditar em momentos como este." O Vereador enalteceu o papel das cooperativas na requalificação de Matosinhos, um concelho que "estaria condenado a viver com cicatrizes", provenientes do nosso passado industrial. "E isto é uma mais valia que o nosso concelho obteve."

 

Para Guilherme Pinto, aquele local passará a ser "uma das melhores centralidades do concelho de Matosinhos. O Metro vem aqui fazer uma obra e que vai ter um dos pontos de apoio centrais, com a construção de uma estação e o cruzamento de duas linhas. A Câmara está a tentar implantar uma grande zona de estacionamento. E o IP4 deixará ficar as ruas para o trânsito fluir em Custóias."

 

Um conjunto de obras que vão transformar este local privilegiado. "Esta zona revela as intenções da Câmara para o concelho. Com o investimento da autarquia, a conquista de outros investimentos e a visão desafiadora das entidades particulares, estamos a tentar transformar o território." Guilherme Pinto gracejou mesmo quando afirmou que existia uma razão para não estar totalmente satisfeito com este empreendimento. "É que, nos concursos anuais do Instituto Nacional da Habitação para atribuição dos prémios de qualidade, aparecem sempre as cooperativas de Matosinhos que competem com a habitação social feita pela autarquia." Prémios que são arrebatados com alguma frequência.

 

 

Por: Laura Vieira in Matosinhos Hoje edição de 26-11-03

 

 

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