Grupo de Custóias ainda sem sede

Tarde de folclore não esquece as amarguras

 

Seis grupos de várias regiões do País participaram, no domingo, num festival promovido pelo Grupo Folclórico de Santiago de Custóias. Apesar da animação, o presidente da direcção, Joaquim Esteves, não esquece os maus momentos da instituição.

 

O Grupo Folclórico de Santiago de Custóias está, actualmente, sem sede própria. Apesar desta contrariedade, a instituição mantém as suas actividades, nomeadamente o festival nacional realizado na tarde do passado domingo.

 

Joaquim Esteves, presidente da direcção, referiu aos jornalistas que o certame está orçamentado em 5 mil euros, verba que envolve não só a iniciativa em si, mas igualmente a permuta com os diversos grupos participantes. O festival conta com os apoios da Junta de Freguesia de Custóias e da Câmara de Matosinhos. As verbas, reconhece Joaquim Esteves, não são as desejadas, mas “as possíveis”. Outro dos aspectos referidos pelo responsável pelo grupo diz respeito aos habitantes da freguesia: “penso que a nossa cultura merecia ser mais respeitada. Assim sendo, entendo que a população não nos apoia como devia”.

 

Dificuldades

 

Outro dos assuntos referidos por Joaquim Esteves é o momento que vive o grupo, que não dispõe de espaço próprio. Por isso, e para realizar os ensaios, utiliza a sede do Atlético Desportivo “Os Polonenses”, uma vez que ambos têm o mesmo presidente.

 

No que diz respeito ao seu espólio, o Grupo Folclórico de Santiago de Custóias tem utilizado duas salas cedidas pela Associação para o Desenvolvimento Integrado de Matosinhos (Adeima), localizadas no Bairro de Salazar.

 

Quanto ao futuro, o presidente da direcção reconhece que o mesmo está dependente de uma decisão de Narciso Miranda. “Espero que aconteça em breve. Só assim conseguiremos manter as nossas actividades”, sustenta.

 

 

Por: N/D in O Primeiro de Janeiro edição de 08-09-04

 

 

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