Grupo Folclórico de S. Tiago de Custóias

 

O Grupo Folclórico de S. Tiago de Custóias conta com inúmeras actuações nacionais e internacionais, apresentando uma história rica a nível de música, danças e cantares. Representa as gentes e a cultura de uma Freguesia. Na altura da sua fundação, em 1953, Custóias vivia essencialmente da sua agricultura devido à fertilidade do seu solo. Fértil foi também o aparecimento deste grupo. Durante as pesquisas efectuadas, recolheram-se muitos trajes guardados há longos anos nas velhas arcas dos lavradores mais antigos da freguesia. Actualmente, e dado o uso que tiveram nas actuações do Grupo, esses trajes encontram-se expostos na Sala Museu criada no ano de 1982. Os trajes e danças, datam do fim do Século XVIII e princípio do Século XIX.

 

Os ensinamentos iniciais foram dados por pessoas que conheciam profundamente as modinhas mais antigas da terra. Para além das gentes de idade avançada que transmitiram todo o seu saber, o Grupo teve o apoio de duas distintíssimas personalidades reconhecidamente sabedoras de etnografia e folclore: "os saudosos Dr. Armando Leça e Dr. Pedro Homem de Meio". Os trajes apresentados são da época acima referida e variam consoante a ocasião em que se vestiam: "Traje de Campo", "Traje de Domingar", "Traje de Feira", "Traje de Luxo e Festa" e "Traje de Noivos". A Tocata é constituída por instrumentos de palheta, de cordas, bombo, ferrinhos e reco-reco. O Grupo Folclórico de S. Tiago de Custóias já participou em quase todos os festivais de folclore de carácter nacional e internacional e, em festas e romarias do nosso país. No estrangeiro esteve duas vezes em Inglaterra e várias vezes em Espanha e França. Conquistou muitos prémios, entre os quais se destacam os seguintes: 1° prémio no concurso de Trajes de Vila Praia de Âncora, com o Traje de Campo (trabalho) e 3° lugar (Golfinho de Bronze) no festival internacional, nas festas de Matosinhos. O palmarés do Grupo, é bem conhecido, tanto em Portugal como no estrangeiro. Relembre-se, de seguida, algumas datas fundamentais para a valorização deste grupo: 1968- actuação em Espanha; 1971 - actuação em Inglaterra 1975 -actuação em França; 1980 -Festival Internacional de Matosinhos (Golfinho de Bronze), 1982 -actuação em Inglaterra e formação da Sala Museu; 1993 -actuação em França 1995 -actuação em França.

 

Rancho Típico de Esposade

 

Ao falarmos do Rancho Típico de Esposade poderíamos começar pelo seu historial, como é, quase sempre norma. Porém, neste caso, será de antever o futuro, que, no dizer do seu presidente, José Gomes Vilas Boas, será muito melhor que um presente já marcado pela qualidade. O dirigente salienta ainda, os projectos futuros do Rancho, que passam pela construção da nova e grandiosa sede, que se constituirá em motivo de orgulho inspirador e em ponte para novas valências salientando-se o desejo de contribuir para a melhoria da vida da comunidade, com um lar para os mais idosos e com uma creche para os mais petizes. Sim, que "Grupo Folclórico é para a cultura", como salienta o presidente Vilas Boas. Por isso, "vamos tentar acompanhar a cultura.

 

Na actualidade, e na prática, as ambições dos "folclóricos" de Esposade ancora-se na capacidade já demonstrada de gerir a vontade de concretizar. Ao ser abordada a questão dos apoios, que nestes domínios são sempre escassos, José Vilas Boas salientando, as atenções recebidas tanto da Câmara municipal, como da Junta de Freguesia, acentuando que o dinheiro não é tudo, até porque, segundo diz, há outros ranchos, mesmo no concelho, que com mais meios, nem por isso conseguirão ser melhores. Além disso, vinca que o dinheiro conseguido "tem sido sempre muito bem empregue. Como no autocarro que compraram - "uma máquina de categoria. Por isso, a crença na concretização do sonho maior, a nova sede. Já compraram um prédio grande para o efeito e a mudança já terá sido concretizada. Imaginem um grupo ir, por exemplo, até ao Algarve e levar a cozinha atrás e também a sala de almoçar, as mesas. Tudo para garantir a unidade de grupo, para garantir uma mais sã convivência, irreal para os dias de hoje ou, pelo menos, pouco habitual. Pois é. Mas é isto que se passa com o Rancho de Esposade "Está tudo ali chegadinho. A gente come em conjunto". O presidente José Vilas Boas serve-se deste exemplo para demonstrar o espírito de participação e a união que vigora na colectividade por si dirigida. Realça que se trata de "um pessoal excepcional", dá gosto.

 

Quanto ao percurso artístico percorrido desde 1981 -a data da fundação -o presidente assegura a qualidade do Rancho, apresentando como comprovativos as digressões, que atravessaram o país, de a ponta a ponta, e que se estenderam à Espanha, à França e à Suíça. Aliás, será algo a favor dos seus méritos folclóricos acrescentar que, regra geral, repetem as exibições anuais em muitos dos palcos onde actuam. E há o caso especial de S. Sebastião (no concelho), onde marcam presença há 19 anos consecutivos. "Deve ser recorde nacional", salienta o presidente. Por tudo isto seguirá a dança do gosto pelo folclore.

 

 

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