Custóias - Só suculenta carne do lombo

«Poker» de Vítor Hugo

 

Jogo no Estádio do Águas Santas, na Maia

Árbitro: António Lobo (AF Porto)

Águas Santas, 0

Carlos; Vieira (Arcanjo), Moreno, Márcio (Sérgio) e Teixeira; Pedro, Pimenta e Luís Sousa; Bruno, Toni e Filipe

TR: Adriano Bulhosa

Custóias, 6

Bruno; Abel, César, Quim e Baptista; Paulo Alberto, Nunes e Gualter (Rui Baptista); Tita (Vasco), Toni (Calado) e Vítor Hugo

TR: Neca Espanhol

Ao intervalo: 0-3

Marcadores: Quim (2), Vítor Hugo (5, 42, 58 e 80) e Vasco (84)

 

Tarde suprema do Custóias frente ao frágil Águas Santas que, desta vez, nem sequer conseguiu levantar cabelo para discutir o resultado frente a uma equipa claramente mais forte e possuidora de outros recursos humanos. Motivados e em ascensão, com a vitória sempre moralizadora no derby com o Senhora da Hora como pano de fundo, os custoienses entraram em campo determinados e cedo chegaram ao golo, obra do versátil Quim.

 

Sem dar tempo para respirar, Vítor Hugo iniciou o seu cortejo de Carnaval, assinando o primeiro tento e praticamente sentenciando a partida ao quinto minuto. A equipa de Neca Espanhol abrandou, andou a exibir a farda, mas continuou a criar ocasiões para dilatar a vantagem, isto perante um adversário sem grande poder de reacção. Em cima do intervalo, outra vez Vítor Hugo a facturar, um jogador irreverente que nasceu no Padroense e foi moldado no Leça Balio, antes de atingir a maturidade futebolística. Um jogador para outros palcos, caso desenvolvesse o conceito da força mental.

 

A segunda parte é outro passeio tranquilo, com golos e perdidas incríveis, com destaque outra vez para «VH», que desperdiçou uma grande penalidade e, na recarga, atirou por cima. Mas dava para tudo. Já com Calado em campo, após uma semana em testes numa equipa de Cabo Verde, o Custóias amplia a vantagem, concluindo Vítor Hugo o seu «poker». A defesa, novamente sob o comando de Abel, sempre auxiliado por César e Quim, também não permitiu quaisquer veleidades. Depois, ao cair do pano, Vasco limitou-se a colocar a cereja no cume do bolo. A missão estava cumprida. E bem. Boa arbitragem.

 

Figura - Vítor Hugo

Mais palavras para quê? Quatro golos, sempre a revelar sentido de oportunidade e instinto assassino. Numa tarde de grande acerto, a grande penalidade desperdiçada até dá piada e perdoa-se facilmente. Está em alta.

 

 

Por: N/D in Matosinhos Hoje edição de 01-03-06

 

 

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