“Casa Custóias” é, hoje, um espaço completamente destruído

Assaltada oito vezes num mês

 

Em apenas um mês, Manuel Amado já apresentou oito queixas na GNR. Arrendatário da “Casa Custóias”, vive mais um problema relacionado com a construção do IP4.

 

É uma casa completamente destruída aquela que agora podemos encontrar quando entramos na “Casa Custóias”, no número 82, da Rua António José de Almeida, junto ao campo do Custóias Futebol Clube. Um espaço encerrado, desde Setembro de 2004, por causa das obras do IP4, um projecto antigo, considerado revolucionário ao nível do tráfego automóvel no concelho, mas que prevê a expropriação dos 100 metros quadrados do estabelecimento comercial.

 

O processo está, ainda, em fase de discussão de valores de indemnização, mas tudo começou a complicar-se quando as obras na envolvente começaram. Em apenas um mês, o estabelecimento acabou por ser assaltado e vandalizado oito vezes. Quase tudo o que ainda lá estava foi roubado, o equipamento de cozinha ficou totalmente destruído e os estragos, além de visíveis, fazem o valor dos prejuízos ultrapassar já os 30 mil euros. Manuel Amado nem acredita quando olha para a casa onde investiu 42 mil euros para a remodelação. “Para, num mês, ver tudo destruído, quer pelos roubos, quer pelas demolições dos prédios contíguos, que acabaram por ajudar à destruição do que restava”, disse.

 

Nunca até então – lembra – o estabelecimento tinha sido alvo de qualquer assalto. “Tudo começou depois que avançaram com as obras para a construção do IP4, mesmo aqui ao lado”, lembra. Com as fotografias de como era o espaço antes de tudo isto, pede que ao menos lhe sejam repostos os prejuízos causados: “Porque, apesar de o processo ainda não estar completamente concluído, eu sei que quando vier a ordem do tribunal para demolir isto, eu tenho de aceitar”. Até lá, gostaria, no entanto, de não ter de ver este cenário: “Não precisava de ter ficado sem nada do que tinha ainda aqui dentro e de ver tudo destruído. Isso, sim, não é justo. E, agora, ninguém se quer responsabilizar”.  Para já, por isso, aguarda. Enquanto faz contas à vida: “Vamos ver se, ao menos, me pagam por todos os prejuízos causados, uma vez que já perdi todo o investimento que aqui fiz”.

 

 

Por: Carla Festas in Matosinhos Hoje edição de 01-02-06

 

 

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